| 1. LOBOS EM PELE DE CORDEIROS | |
| 1. PRÉ-IGNIÇÃO E DETONAÇÃO | |
| 2. INÉRCIA DO CONJUNTO MÓVEL | |
| 3. TERMOTAPE |
Vindos
de praticamente todos os continentes, tais automóveis revolucionaram
a indústria local. Marcas de peso e seus melhores representantes
não faltavam: a BMW com suas séries 3, 5, e 8. A Mercedes
Benz com suas classes C, E e S, esta última exibindo um vigoroso
V-12 de 6.0 litros. Enfim, carros que todo mundo que gosta e quem entende
um pouco, sabe que são capazes de performances espetaculares.
Porém, vieram marcas também que, embora seus nomes fossem
bem conhecidos, seus produtos não o eram. Temos desta forma a Citroen,
com o Xantia, a Peugeot com sua linha numérica (205, 306, 405...),
os Volvos com os 460, 850, 960 etc., a Mitsubishi com os Eclipse, Galant
e Colt, a Alfa com as 164 e por aí vai.
Anos
depois, pode-se ver que o mercado “selecionou” algumas marcas
em detrimento de outras. Ocorreu então uma supervalorização
de certos modelos e uma depreciação absurda se outros, que
se tornaram verdadeiros “micos”.
O que poucos sabem é que, no intuito de promover seus produtos, estas marcas trouxeram, em quantidades reduzidas, versões bem apimentadas, no sentido de promover uma imagem de performance e status de seus produtos. Querem ver alguns exemplos?
Dificilmente
alguém associa performance esportiva a um pacato Citroen Xantia,
não é mesmo? Pois então, se você é um
destes, pense duas vezes antes de “cutucar” um deles: há
uma versão V-6, a Exclusive, que esbanja 190 hp para um peso de 1500
kg. Resultado: 0 a 100 km/h em 8.3 segundos, 0 a 400 m em 16 segundos e
velocidade final de 225 km/h. Detalhe: totalmente original e não
são dados de fábrica: são dados medidos por uma revista
idônea. Continuando nos franceses, o modelo 306 da Peugeot é
relativamente comum, não é difícil de vê-los
por nossas ruas. Porém a rara versão esportiva, a S16, merece
destaque: até o modelo 97, era equipada com um motor 2.0 16 válvulas
de 155 hp. Como pesava 1200 kg, não é difícil antever
uma boa performance: 0 a 100 km/h em 9,7 segundos, 0 a 400 metros em 17
s. Final de 206 km/h. Seu sucessor, o 306 GTI, não deixava por menos:
168 cavalos e seis marchas. 0 a 100 km/h em 8.6 segundos, 0 a 400 metros
em 16,45 segundos. Velocidade final de 213 km/h. Para um carro original,
faz um bom estrago, não? Finalizando os franceses, há o Citroen
Xsara VTS. O que é esportivo de verdade é somente o 2.0, que
possui o mesmo motor do último Peugeot citado. O carro é “pregado
no chão” de fábrica. A versão VTS 1.8 não
passa de um Xsara 3 portas com alguns toques estéticos esportivos.
Os italianos também
trouxeram seu lobo em pele de cordeiro. Todos sabemos que as Alfas 164 apresentam
bom desempenho. Mas a versão Super... Equipada com um motor 3.0 V-6
24 válvulas, desenvolve 215 hp. Como pesa 1507 kg, o desempenho é
muito bom: 0 a 100 km/h em 8.1 segundos e 0 a 400 metros em pouco mais de
15.5 segundos. Final? 231 km/h...
Ainda
na Europa, temos os Volvos. Sedan e perua de aparência pacata, os
850 turbo despacham muita coisa alemã de argolas na grade metida
a andar. Quer ver? 1400 kg impulsionados por 240 hp resultam em um 0 a 100
km/h de 7.3 segundos e final de 230 km/h.
Os
orientais também trouxeram suas “balas” disfarçadas.Quantos
já ouviram falar de Nissan Máxima? Pois é um sedan
médio-grande equipado com um V-6 de 190 cavalos. A fábrica
divulgava um 0 a 100 km/h em 6.8 segundos. Medições posteriores
mostraram um desempenho muito parecido com o da Alfa 164 Super. A Mitsubishi
oferece um sedan aparentemente tranqüilo, o Galant V6 2.5. 0 a 100
km/h em 8.5 segundos e final de 220 km/h. O veículo possui 165 hp
e 1250 kg. Um carro desconhecido da maioria das pessoas é o Hyundai
Coupe FX. Muitos torcem o nariz só de saber a sua origem, a Coréia.
Dotado de um eficiente conjunto mecânico, faz de 0 a 100 km/h em 8.3
segundos, 0 a 400 metros em 16.1 segundo e final de 203 km/h. é equipado
com um motor 2.0 16v. Há ainda os carros japoneses, que, se não
contam que uma performance digna de nota originalmente, oferecem um grande
potencial. É o caso dos Subaru Impreza 4WD. Dotado de motor 1.8 ou
2.0 boxer, oferce uma boa performance como o 0 a 100 km/h em menos de 11
segundos e o 0 a 400 m na casa dos 17 segundos. Imaginem agora este carro
preparado: a tração é excelente, nas quatro rodas.
O motor, muito robusto, agüenta uma sobre-alimentação
sem problemas. Um verdadeiro canhão.
Carros
como os citados anteriormente existem em boa quantidade no mercado. Procurando
com mais insistência, é possível achá-los em
excelente estado. Seus preços são baixos, muitos custando
menos que populares 0 km. Onde estão, então, seus problemas?
Baixa liquidez de revenda e manutenção mais complicada, seja
pela falta de peças ou de mão de obra competente. Portanto,
se você não acha que carro é investimento e possui recursos
tanto financeiros como um bom mecânico, não perca tempo: você
pode andar numa verdadeira máquina a um baixo custo.

Pré-ignição
e detonação são duas coisas distintas. Primeiramente
pré-ignição não provoca aquele som característico,
se isto acontece é porque a pré-ignição já
causou detonação.
Quando se tem pré-ignição, tem se auto-ignição na mesma fase das velas. Você poderia desligar o contato e o motor continuaria a funcionar normalmente.
O perigo da pré-ignição não está no aumento
da pressão, mas no aumento do calor gerado para o pistão e
paredes dos cilindros quando a ignição ocorre muito cedo.
Este aumento de temperatura causa um aumento ainda maior de temperatura
nos pontos quentes na câmara de combustão. O aumento de temperatura
acaba atingindo o ar que ainda não está na câmara de
combustão, dentro do coletor de admissão o que causa aqueles
estouros pela admissão.
Quando o ponto de ignição é adiantado em demasia, o
pistão está agora comprimindo a mistura no seu pico de temperatura,
assim a temperatura eleva-se ainda mais o que causará a quebra do
pistão.
Em 90% dos casos a pré-ignição é causada pelo
aquecimento excessivo nos eletrodos das velas, ou em quinas na câmara
de combustão chamadas de pontos quentes.
Portanto muita atenção deve ser tomada com o ponto de ignição,
principalmente em carros Turbo, pois em fração de segundos
você pode literalmente explodir o motor. O bom gerenciamento do ponto
de ignição garante a vida de seu motor.
Batida de pino, “grilar” ou detonação. São vários os nomes que se dão aquele toc toc toc, que se houve no motor. Isso pode causar a queima da junta do cabeçote ou mesmo quebra do pistão e/ou biela. Mas o que é este barulho?
O barulho que ouvimos são as paredes do pistão oscilando pelas ondas de pressão causadas pela combustão anormal. Uma combustão normal começa na vela e se espalha causando um aumento de pressão na câmara de combustão. Esta pressão é convertida em Torque pelo eixo virabrequim. Teoricamente o pico de torque ideal ocorre entre 10 e 15 graus depois do Ponto Morto Superior (PMS).
Detonação vem de uma combustão anormal, que ocorre as vezes milisegundos fora de tempo. A mistura ar/combustível explode toda de uma só vez em vez de explodir de forma controlada. O que danifica o motor é a subida instantânea de pressão que pode exceder 1500psi. Isto é mais do dobro que a pressão de uma combustão normal pode chegar, e vai queimar junta de cabeçote, quebrar anéis de segmento e danificar casquilhos. Outro sintoma que podemos encontrar na cabeça do Pistão são poros e pistões derretidos.
Combustível
de alta octanagem são resistentes a detonação porque
contêm compounds que diminuem a reação da cadeia química
da combustão. Mas todos os combustíveis, independente de sua
octanagem têm seus limites. Isto acontece quando a temperatura da
mistura ar/combustível chega ao ponto de auto-ignição.Os
engenheiros tentam projetar as câmaras de combustão com alta
turbulência e com uma área de squish grande o que minimiza
a auto-ignição. Existem outros fatores que influenciam na
subida de temperatura da câmara de combustão, tais como; temperatura
de admissão do ar (daí a importância do Intercooler),
temperatura da água do motor, taxa de compressão, pressão
do Turbo, ponto de ignição, razão da mistura ar/combustível
e humidade do ar.
Aumentando-se a taxa de compressão, pressão do Turbo ou ponto
de ignição, aumentamos o pico de pressão do cilindro,
o que aumenta a temperatura na câmara de combustão. Altas temperaturas
de admissão também aumentarão a temperatura da câmara
de combustão. Uma mistura mais rica pode ajudar a diminuir esta temperatura.
(atenção, o enriquecimento da mistura abaixa a temperatura
até certo ponto, depois disso aumenta-se a tendência de detonação.
A diminuição da humidade do ar tambem aumenta a detonação.
Soluções
Algumas coisas podem ser feitas e outras não. Obviamente o que se
tem a fazer é baixar a temperatura da câmara de combustão.
Uma entrada de admissão mais fria é fundamental bem como um
bom intercooler. Também concentre-se no seu sistema de arrefecimento
para trazer a temperatura mais para baixo. Um Medidor
de Mistura também é recomendado para que a mistura esteja
sempre correta. Para motores Turbo, também pode ser usado um sistema
de injeção de água.
Atraso de ponto também é outro fator fundamental em detonação.
Para carros Turbo algum dispositivo que retarda o ponto quando se tem pressão
positiva, como o oferecido pela CMRacing
pode salvar um motor. Alguns carros já possuem sensores anti-detonação
que atrasam o ponto de ignição quando a detonação
é sentida. Alguns carros como o Porsche e Corvette o microprocessador
é programado para atrasar o ponto individualmente no cilindro onde
está ocorrendo a detonação.
Chamado de Inércia Rotacional, é a força que o motor faz para acelerar peças móveis.
Todos nós sabemos como calcular a relação peso potência; pegamos o peso do carro e dividimos pela potência. É assim fácil mesmo. Se você tem um carro que pesa em torno de 1100Kg e tem 140 HP de potência e seu amigo está se vangloriando que o carro dele tem 180HP, entretanto o carro dele pesa 1550 Kg, a sua relação peso potência é melhor e fatalmente seu carro andará na frente do dele.
Exemplo:
1100/40
= 7,85 Kg/hp
1550/180
= 8,61 Kg/hp
O que significa que se conseguir tirar peso do carro é a mesma coisa
que acrescentar potência, mais existe um outro fator, a Inércia
Rotacional.
O que vamos abordar aqui é exatamente isso. Tirar 10 Kg de forração
de porta (por exemplo) ou 10 Kg das rodas é a mesma coisa? NÃO!!!!!
Quando se trata de conjunto móvel, tais como, rodas, pneus, volante do motor, conjunto de embreagem, virabrequim, etc. a coisa funciona diferente.
E tudo depende de onde o peso está. Para se ter uma idéia para cada 1 Kg de peso no pneu do carro equivale a 2 Kg no interior do carro. Neste caso se trocarmos os pneus por pneus 1,5 kg mais leve cada, 4 pneus equivalem a tirar do carro 12 Kg. Movendo se este peso para o centro da roda este efeito vai diminuindo.
Mais sério ainda se torna no caso de volante do motor. Para aqueles que gostam de fórmula, ai vai,
Peso efetivo = ½ peso do volante ( raio do volante x Relação de marcha x Relação dif. ) / Raio do pneu.
Esta
é um pouco chatinha de se fazer, mas para se ter uma idéia
melhor, um Ford Focus com um volante de motor 5,5 Kg mais leve em primeira
marcha se comporta como se fosse 113 Kg mais leve.
Uma diferença significativa. Então quando for pensar em performance
e peso é bom levar isto em consideração.
Volantes de motor de alumínio são vendidos no exterior.
Obs:
Muito cuidado ao se tirar peso do volante do motor, pois ele pode perder
a resistência e se quebrar durante uma acelerada, o que traz conseqüências
sérias.
Muitos
ainda não conhecem, mas nos Estados Unidos, onde rodam as máquinas
mais rápidas do planeta, já é bem comum o uso de fitas
térmicas para retenção do calor de escapamento e admissão.
A mais comum a Thermo Tec, já testada e aprovada circula por todo
o mundo.
No Brasil já podemos contar com essa tecnologia. Desenvolvida por
Giba Escapamentos, www.giba.com.br
, a TERMOTAPE faz a mesma função da fita
americana. Como funciona?
NO ESCAPAMENTO:
Usada principalmente nos tubos de escapamento ela retêm o calor dos gases dentro do cano de descarga, mantendo a densidade baixa, o que facilita a expulsão dos gases, trazendo benefício no desempenho do carro. Revistas americanas já comprovaram estes benefícios em dinamômetro, com ganho de Potência e Torque.
Usar nos tubos de descarga também reduz o calor no cofre do motor, bem como em tudo que está no cofre do motor, tais como, mangueiras de combustível, mangueiras de óleo, eletrônicos, compressor de ar condicionado, etc. aumentando a vida útil destes componentes.
NA ADMISSÃO:
Nos tubos de admissão, ela faz o mesmo papel, neste caso não deixando que os tubos de admissão se aqueçam, mantendo o ar mais frio, mais denso, portanto dando uma maior potência.
Em carros TURBO, o benefício é ainda maior, pois temperatura da carcaça quente da turbina é muito maior do que em um coletor de um carro aspidado.
Mas a fita realmente reduz a temperatura do cofre?
Isto é o que a Equipe Turbocar foi descobrir. Desafiamos o Giba para um teste prático da fita para saber se realmente a Termotape é eficiente.
Como foi o teste:

Pegamos um carro, no caso um Gol com escapamento dimensionado e revestimos apenas dois canos de descarga com a Termotape.

Depois para simular mos componentes próximos ao coletor de descarga colocamos duas chapas de alumínio próximas, sem contato direto, dos canos. Uma nos dois canos revestidos com a fita e outro nos dois canos sem o revestimento.

Então marcamos o lugar onde se ia tomar a temperatura nas chapas de alumínio com fita isolante. Isto também foi necessário para que o pirômetro fizesse a leitura correta.
Temperatura ambiente = 25 C
Teste 1
Aquecimento
do motor até sua temperatura normal de trabalho.
Hora de ligar o motor. A cada 2 minutos tomamos a temperatura das duas chapas
de alumínio e veja o resultado.

Teste 2

Desligamos o motor e resfriamos as chapas de alumínio, agora é hora de ver com o carro desligado a influência da temperatura com o carro desligado, sem gerar calor. O resultado foi surpreendente.

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Conclusão:

Assim
como a Termo Tec americana a TERMOTAPE realmente mantém
a temperatura do cofre do motor mais baixa em torno de 30%. Isso realmente
trás benefício para as partes próximas ao escapamento
aumento sua vida útil. Um outro fator é que a temperatura
do cofre do motor sendo mais baixa o ar admitido pelo motor é mais
frio, conseqüentemente mais denso, o que trás também
ganho de potência.
QUAL O PONTO IDEAL PARA TROCA DE MARCHA?
Esta
é uma questão interessante quando se trata de performance.
Tem que se ter um "feeling" apurado para se obter o melhor desempenho.
Usar a melhor faixa de potência e torque, bem como aproveitar o máximo
da relação de marcha vai determinar a melhor aceleração.
Uma dica que vale ser lembrada:
Para a melhor aceleração possível recomenda-se passar
as marchas em torno de 8% acima do giro de potência máxima.
Exemplo:
Potência
máxima 121 HP a 5600 RPM
Então
8% de 5600 RPMs são 448 RPMs, neste caso deve-se ajustar o seu Shift
light para
6048 RPM, arredondando, ficamos com 6000 RPM.
Passando muito acima ou muito abaixo disto a aceleração vai ser menor.
Hora dos testes... Boa Sorte!
IMPORTÂNCIA
DO TIPO DE ÓLEO E FILTRO DE ÓLEO
A
manutenção correta do óleo do motor é um dos
aspectos que mais se deixa de lado em um carro. Apesar de ser fácil
e rápido a maioria das pessoas não presta atenção
nas trocas e nos tipos de óleos e filtros no mercado. Isso pode influir
dramaticamente na vida útil do motor, muito mais do que se o motor
é Turbo ou não.
As pessoas costumam me perguntar se o Turbo diminui a vida útil do motor, nunca ninguém me pergunta se óleo e o filtro que estão usando diminui a vida útil do motor e na verdade faz muita diferença.
Existem basicamente dois tipos de óleo, com base de petróleo e base sintética. E também a mistura dos dois tipos.
O
óleo mineral é muito antigo, vem sendo usado a centenas de
anos. Já o óleo sintético é mais recente e provou
ter melhor poder de lubrificação e maior durabilidade. O lado
negativo do óleo sintético é o preço.
Na escolha do tipo de óleo a ser usado o fator mais importante é a viscosidade. Viscosidade é a propriedade que o óleo tem de fluir por um orifício calibrado a uma determinada temperatura. Um óleo com uma viscosidade 5 é quase igual a água, ao passo que um óleo com uma viscosidade 40 comporta-se como mel. Óleos multiviscosos usam polímeros para regularem a viscosidade enquanto a temperatura do motor varia. Sendo assim um óleo 15W-50 varia sua viscosidade de 15 quando o motor está frio (porque as folgas são menores) até 40 quando o motor está quente. O W significa sua aplicabilidade para o inverno, do inglês winter.
Os
filtros de óleo também não são todos iguais.
A função do filtro é manter fora do óleo as
partículas que o contaminam. O óleo por si só não
se torna menos lubrificante, ele se contamina com água, sujeiras
e limalhas do motor. A maioria dos filtros originais removem em torno de
72% das partículas entre 8 e 10 microns. (um fio de cabelo tem 67
microns de diâmetro). Filtros de má qualidade, normalmente
os mais baratos removem apenas 40% destas partículas. Por isso a
importância da troca do filtro de acordo com o manual do veículo.
No nosso caso, motores preparados e Turbo, recomendamos seguir a risca a troca de óleo conforme o diz manual para condições severas, que são, tráfego pesado e percursos inferiores a 6 kms, reboques de carretas e alta performance. Troque o filtro em toda troca de óleo.
A taxa de compressão, como o nome já diz é a razão de compressão que a mistura ar/combustível é submetida. Teoricamente quanto maior a taxa de compressão, maior será a explosão e maior a potência, mas tudo tem um limite. O limite chama-se detonação. Abordaremos este assunto em breve.
Para se calcular a taxa de compressão temos que medir o volume total do cilindro e dividi-lo pelo volume menor. Como?
Primeiramente, temos que ter uma pipeta graduada em ccs para sabermos o volume da câmara de combustão do cabeçote, com a vela no lugar. Depois calculamos o volume total do cilindro quando o pistão esta no Ponto Morto Inferior. Então calculamos o Volume Menor que quando o pistão está no Ponto Morto Superior.
Volume do cilindro = Diâmetro x PI (3.141592) x Curso
Volume do Deck = Deck é a distância entre a cabeça do pistão no Ponto Morto Superior e a face do bloco. Sabendo-se esta distância, calculamos o volume do Deck, com a mesma fórmula.
O volume da junta comprimida Este volume da junta do cabeçote também pode ser calculado da mesma forma, algumas fabricantes já fornecem este valor.
Volume da cava = Caso o pistão tenha cava ou domo é necessário medir o volume da cava ou do domo para incluirmos neste cálculo.
Assim teremos:
Volume total = Volume do cilindro + Volume da junta comprimida + Volume da câmara de combustão + mais Volume do Deck + Volume da cava (ou o volume do domo)
Volume menor = Volume da junta comprimida + Volume da câmara de combustão + mais Volume do Deck + Volume da cava (ou o volume do domo)
Agora que temos os dois volumes, é só dividir um pelo outro e teremos a taxa de compressão exata do motor. Não é fácil?
SAIBA DIMENSIONAR TUBOS DE ADMISSÃO E DESCARGA

Uma grande dúvida que assola até mesmo preparadores experientes é qual o diâmetro ideal para os tubos de admissão e escapamento.
Já
ouvimos falar coisas como; usa 2 polegadas que fica bom, mas por que?
Porque eu usei no carro de fulano e ficou bom. Mas baseado em que?
Bom, a Turbocar vai dar uma dica no dimensionamento dos tubos de admissão e escape.
Tudo varia conforme o fluxo de ar que o motor respira, para tal é necessário saber valores como litragem do motor, rpm máxima, eficiência volumétrica entre outros.
Admissão
Caso os tubos de admissão forem muito pequenos (em diâmetro), isso irá amarrar o carro.
Caso forem muito grandes ira aumentar o Turbo lag.
Recomendamos de uma forma geral:
Carros até 300 HP os tubos devem ser entre 2.0 polegadas e 2.25 polegadas.
Carros entre 300 HP e 400 HP devem ser 2.25 pol antes do intercooler e 2.5 Pol depois.
Para carros com mais de 400 HP 2.5 polegadas são suficientes.
Escapamento
O escapamento de carros turbo já funciona um pouco diferente, deve ser o mais livre possível. A pressão do escapamento, backpressure, é multiplicada pela razão de expansão ta turbina, que de uma forma geral é de 2:1. Sendo assim um backpressure de 5 psi, se torna 10 psi, roubando desempenho do motor.
Alem
disso um escapamento mais livre ajuda a diminuir o Turbo lag.
Recomendação:
Motores menores de 1500 cc podem usar 2.25 polegadas
Motores entre 1500 cc e 1600 cc 2.5 polegadas
Motores entre 1600 cc e 2200 cc 3.0 polegadas
Motores entre 2200 cc e 2500 cc 3.5 polegadas
Motores de corrida 4.0 polegadas
Primeiramente o que deve ser feito em um carro original para se manter o freio em dia:
Primeiramente
o essencial seria um check up semestral em todo o sistema, verificar o
estado das pastilhas e lonas, se for o caso. Conferir os conduites das
rodas em relação a possíveis vazamentos, bem como seu estado geral, checar
se não estão parcialmente rompidos, por uma eventual pancada ou desgaste
natural. Então abrindo-se o tambor traseiro checa-se o cilindro de roda
quanto a vazamentos e funcionamento.
Depois checa-se o estado do Cilindro Mestre e do Hidrovácuo. Caso o freio esteja muito duro, o problema é do Hidrovácuo, ou em muitos casos da mangueira de conexão entre o coletor de admissão e o Hidrovácuo. Caso o freio esteja abaixando o pedal se pressionado por um período de tempo, então é o Cilindro Mestre que não veda o suficiente necessitando ser substituído. Atenção em ambos os caso torna-se perigoso o adiamento do conserto.
Após conferido todo o sistema está na hora de trocar o fluido de freio que deve ser feito anualmente. Use um fluido de freio Dot 4 ou superior. Assim evita-se o fading, o fadiga quando se é exigido em condições severas. Atenção, freios ABS usam fluidos especiais.
Agora quem quer um freio mais eficiente do que o original, no caso de 90% de quem está lendo esta seção a sequência para upgrades de freio é a seguinte:

Primeiramente é óbvio deve-se fazer o Check up acima descrito, após o check up,
É importante ressaltar que quanto mais rápido estiver o carro, mais se notam as modificações acima descritas. E que o pneu usado pelo carro também desempenha um papel importante na desaceleração do veículo.
Bem, agora que já se consegue frear... pé na tábua!
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O
QUE É?
VANTAGENS
Sabendo-se como está a mistura desde a marcha lenta até 7000 ou 8000 RPM, pode-se fazer correções tanto em carburadores quanto em injeção eletrônica para se ter o que quiser, seja economia de combustível ou performance.
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Para se obter um aumento de potência em motores de ciclo OTTO ou DIESEL, faz-se necessário introduzir um volume maior de ar dentro da câmara de combustão. Para que este ar (mistura ar + combustível) alcance a câmara de combustão, ele percorre um caminho que contém uma série de obstáculos como:
Cada um dos itens acima contribui para que não haja um completo enchimento do cilindro do motor.
Considerando um bom cabeçote que tenha duas válvulas ( uma de admissão e uma de descarga), este rendimento chega a 80%. Por exemplo, um motor que tenha 2000cc terá somente 1600cc dentro dos seus cilindros, com o agravante de que este rendimento só ocorre próximo da rotação de torque máximo, nas demais ele piora.
Como quase 70% dos itens que causam esta deficiência de rendimento estão no cabeçote, este tornou-se alvo de estudos e desenvolvimento mais acentuados.
Os diversos estudos sobre fluxo em cabeçote, de diferentes tipos de motores, chegaram a algumas regras básicas como:
Com
a atenção voltada para estas regras básicas, e somando-se os cuidados
com os diversos tipos de motores (2 ou 4 válvulas, carburado ou injetado),
chega-se facilmente a um rendimento de 90%. Salienta-se que, se não houver
a troca do eixo comando de válvulas por outro com uma permanência maior,
este ganho de rendimento se processa sobre toda a faixa de operação do
motor, proporcionando um acréscimo de potência em torno de 12,5%, sem
perda de torque em baixa rotação.
Esta influência é mais sensível em motores dotados de turbocompressor, uma vez que os fatores que causam a deficiência de enchimento dos cilindros crescem proporcionalmente ao aumento da densidade da mistura ar + combustível.
O resultado prático disto é
que, para uma mesma potência, o motor que tem um cabeçote otimizado, trabalha
com uma menor pressão do turbo, a temperatura do ar da admissão fica menor
e o tempo de reação do motor (turbo lag) fica menor.
Existe a possibilidade de montar uma válvula de admissão com diâmetro maior mas, esta modificação só apresenta um bom resultado em rotações elevadas, deixando o motor com pouco torque em rotações média- baixa. Um bom exemplo disto é o Palio 1.0 MPI, quando comparado com o UNO MILLE SX/EX. Este tem uma capacidade de arrancada em subida e retomada em baixa rotação bem superior ao PALIO 1.0MPI. A diferença está no diâmetro externo das válvulas de admissão. O UNO MILLE SX/EX tem a referida válvula com o diâmetro externo de 34 m/m e o PALIO 1.0 MPI tem 36.5 m/m.
Outro ponto que deve ser observado é o diâmetro interno do conduto do cabeçote e do coletor de admissão. Se este for pequeno, levando-se em conta a proporção do volume do cilindro e o regime de rotações do motor que se pretende trabalhar, não adianta nada alterar o diâmetro externo da válvula de admissão. Isto porque o ponto crítico será o conduto que terá uma área de passagem menor que a área descrita entre a válvula de admissão e a sede.
Portanto, quando se pretende tornar um motor mais rápido, nem sempre o comando de válvulas com maior ângulo de permanência ou a maior válvula de admissão trará o melhor resultado. Um bom trabalho de otimização de fluxo no cabeçote, permitirá obter um acréscimo de potência em toda faixa de utilização do motor, sem penalizar o torque e o consumo em baixa – média rotação
Oferecemos dois níveis de preparação de cabeçote para que você possa alcançar o seu objetivo da melhor forma:
SPORT Destina-se a um motor de rua rápido mas com durabilidade. Este terá o volume das câmaras de combustão equalizados, eliminação de arestas vivas ( para evitar surgimento de pontos quentes ), casamento dos condutos do cabeçote com os coletores e otimização dos condutos.
Este
serviço permite ganhos de ate 5% de eficiência volumétrica, dependendo
do tipo do cabeçote, sem diminuição da vida útil do cabeçote. A título
de exemplo, se tivermos um motor AP1800 que desenvolva 92cv de potência,
somente com este serviço, ele poderá alcançar 98cv sem deterioração do
torque e consumo em baixa rota
FULL Destina-se a quem procura um motor de desempenho extremo. É composto dos trabalhos descritos no modelo SPORT acrescidos de:
Com este serviço é possível obter ganhos que ultrapasse 10% de eficiência volumétrica, dependendo do tipo de cabeçote. Retornando ao exemplo do motor AP1800 de 92 cv, pode-se extrair deste pelo menos 104cv, sem nenhuma outra modificação.
No caso da preparação FULL, a adoção de carburadores múltiplos, eixo de comando de válvulas com maior permanência e coletores de descarga dimensionados ou a adoção de turbocompressor, proporcionará um substancial acréscimo de potência.
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