A bela cidade de Salt Lake City no estado de Utah, noroeste dos Estados Unidos, foi a nossa anfitriã para testarmos o Toyota Prius, o carro híbrido da Toyota.
Para entendermos um pouco melhor sobre carros elétricos, desde a década de 80, com a crise do petróleo, iniciada em meados de 1972, empresas procuram soluções mais econômicas para os carros.
O Brasil desenvolveu a tecnologia do álcool, também houve uma tentativa da Gurgel para um carro elétrico, mas sem sucesso. Na década de 90 surgiram nos Estados Unidos os primeiros protótipos elétricos. O grande problema sempre foi a falta de potência e o armazenamento de energia.
O avanço das pesquisas e a evolução de novas tecnologias continuaram. Então a idéia dos híbridos surgiram, um motor elétrico que trabalha não sozinho, mas em conjunto com um motor a gasolina. No inicio da década de 2000 algumas montadoras já disponibilizavam carros híbridos para os consumidores e em meados da década de 2000 os híbridos já são uma realidade nos Estados Unidos e na Europa.
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E o caso do Toyota Prius, vendido normalmente nas concessionárias Toyota, o Prius é a segunda geração de híbridos da Toyota. Tivemos a oportunidade de dirigir este híbrido e passamos as primeiras impressões desta nova tecnologia.
Para começar vamos entender melhor o que é um híbrido, trata-se de um carro que possui 2 motores, um a combustão interna (normal) e um elétrico. O motor normal, vamos chamar assim, tem 80 HPs, enquanto que o elétrico tem 30 HPs, além de uma bateria de grande armazenagem.
Assim sendo, o carro gerencia sozinho, sem a interferência do motorista 4 condições distintas:
- Sob aceleração suave o carro usa primeiramente o motor elétrico e depois o elétrico e o a gasolina. Assim o elétrico está ajudando a dar tração e o consumo de combustível é reduzido;
- Quando se pisa fundo no acelerador, ambos os motores entram em ação provendo 120 HPs de potência para as rodas e o desempenho é igual a um carro normal;
- Quando se desacelera, ambos os motores se desligam e o elétrico passa a funcionar como gerador para carregar as baterias;
- Quando o carro está parado, os dois motores estão desligados e quando o carro começa a andar apenas o elétrico está em funcionamento.
Com isso a média geral de consumo de combustível fica em torno de 57 Milhas Por Galão, aproximadamente 23,7 km/l na cidade. Nada mal para um carro do tamanho de um Corolla. Outras montadoras, como a Honda (Civic) e a GM (Volt) também oferecem modelos híbridos para venda. Não estamos falando de ficção científica, de projetos futuros, estamos falando de carros rodando normalmente nas ruas. Isto já acontece hoje, e durante a nossa estada nos Estados Unidos vimos vários carros Híbridos nas ruas.
Ficou bem claro que a solução para a crise do petróleo já esta sendo aplicada nos países desenvolvidos e não se trata de combustível a base de cana de açúcar ou milho. A verdadeira solução é um novo conceito em motores que não usa combustível, mas gera sua própria energia.
Com o avanço de tecnologia em baterias e motores mais eficientes, em poucos anos teremos uma grande parte dos veículos híbridos circulando nas ruas com um índice de poluição baixíssimo.
Temos que refletir sobre isso, pois o Brasil é um pais que não se preocupa muito com poluição ambiental, estamos muito atrás em leis ambientais em relação a países mais desenvolvidos, que tem incentivos e leis rígidas com relação a emissão de poluentes.
A tecnologia dos híbridos já é uma realidade e deixa claro que o nosso governo está muito enganado quando acha que vai salvar o mundo com a tecnologia do Pró-Álcool. Até a Fórmula 1 já estuda regras para que os carros da temporada de 2013 sejam híbridos.











