O Astra Turbo testado tinha injeção original de fábrica com bico suplementar com controladora HIS e motor original.
Nós então instalamos um cabeçote trabalhado e polido da Paula Faria e uma injeção independente da Fuel tech. O restante permaneceu original.
Fuel Tech
Este sistema de injeção substitui o sistema de injeção original por completo. Tudo que tivemos que fazer foi retirar a central de injeção, chicote de fios e alguns componentes que não seriam mais usados, como o MAF (já conhecido por dar problemas em carros Turbo) e substituir pela central da Fuel tech. A instalação é relativamente simples.
O sistema se mostrou muito versátil e de fácil ajuste. A injeção é completa e trabalha com sensor MAP (de pressão e depressão). As regulagens são inúmeras permitindo que se ajuste a curva de combustível perfeitamente em todas as condições.
O destaque na parte de combustível é que pode ser regulada a bancada A (bicos de injeção principais) independente da bancada B (bicos de injeção suplementares), garantindo suavidade e potencia.
A curva de avanço de ignição também pode ser feita por RPM e o ajuste fino com relação a vácuo e pressão. Assim sendo o carro fica forte na fase aspirada (também com economia de combustível) e quando se tem pressão de Turbo, pode-se fazer o retardo do ponto gradativo de acordo com a pressão.
Ainda existem recursos como correções quando o carro está frio, seleção adicional de combustível quando o motor está frio, acionamento do ventilador de arrefecimento, saída para shift light, colocação de senhas, corte do motor, etc, etc.
Cabeçote
Na parte de cabeçote, o original foi trabalhado e polido, sendo feitas correções de fluxo de ar em banco de fluxo.
A Retificadora Paula Faria, empresa tradicional no ramo de retífica de cabeçote adquiriu recentemente um equipamento de Banco de Fluxo em cabeçotes que permite com precisão, melhorar a vazão de fluxo de ar e equalizar as passagens de ar de cada cilindro trazendo ganhos significativos para a performance do carro.
A taxa de compressão também foi elevada em 1 ponto passando para 10.3:1.
O resultado dessas duas modificações foi surpreendente, após pouquíssimos ajustes já percebemos a superioridade do carro em relação à preparação anterior.
Fizemos os ajuste necessários e decidimos deixar a pressão do Turbo em 0.8 Kg ( no teste anterior era de 1.1 Kg)
Conclusão
Mesmo com a pressão mais baixa a dirigibilidade do carro melhorou muito, tanto na fase aspirada como com pressão. Graças ao cabeçote que respira mais e a injeção Fuel tech que permite uma regulagem excelente de combustível e avanço o carro vem mais forte desde baixa, e os números não mentem….
Conseguimos um carro mais rápido com menos pressão de Turbo, provando mais uma vez que acerto é mais importante do que pressão.
Confiram os testes

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